Caros leitores.
Vamos falar de Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, mais conhecido como Wolfgang Amadeus Mozart.
Contudo, pretendo escrever este artigo fragmentado em 3 partes, de forma que possamos interagir e refletir sobre alguns aspectos pouco abordados nos inúmeros artigos, biografias e publicações diversas que relatam a vida e a obra do compositor austríaco, ou seja, vamos tirar um pouco o foco de que Mozart foi um gênio prodígio que começou acompor aos cinco anos de idade, vamos dar um descanso para aquelas diversas lendas que permeiam as circunstâncias de sua morte prematura.
É claro que, quanto mais nos aprofundamos nos detalhes que tentam explicar a “genialidade” de Mozart, uma realidade fantástica vem a tona e nos fascina ainda mais!
Muito se fala a respeito do papel exercido pelo seu pai, (Leopold Mozart), professor conceituado que iniciou o seu sétimo filho em um complexo e intenso programa de estudos musicais já aos quatro anos de idade, de forma que boa parte do profissionalismo que Mozart veio a exibir em sua carreira se explicaria por meio da rigorosa disciplina imposta pelo seu pai. Porém sua irmã, Marianne (Nannel), única sobrevivente dentre outros cinco que morreram antes de Mozart, teria sido submetida, tal como Mozart, às mesma condições e rigor na formação musical, todavia, algo de muito especial logo destacou o menino, não somente em seu pequeno meio, como em toda Europa. O “algo de especial” é que teria motivado o filósofo Daines Barrinton a examiná-lo, apresentando um relatório à Royal Society, declarando sua excepcionalidade no campo da musica. O “algo de especial” trouxe a tona tamanha indignação, que Mozart menino teve que escrever trechos de suas obras fechado em uma sala sozinho para provar ao príncipe-arcebispo que era ele mesmo que escrevia suas composições.
Seguindo o objetivo de não mergulharmos profundamente nos mais evidentes e comentados tópicos que sustentam e mantém sua reconhecida “genialidade”, gostaria de convidá-los a uma reflexão sobre o Mozart individuo, que buscou incansavelmente a sua Liberdade. Embora menos fascinante, temos que saber que Mozart não foi um “Super Star” de sua época, ao contrário, viveu uma infindável luta contra a imposição sobre sua arte, tendo que combater quase todos que o rodeava.
Quem foi este Homem Gênio, ou quem foi este Gênio que herdara todo o carma de um Homem de seu Tempo? E até que ponto sua obra e inspiração serviram de alavanca para motivar essa libertação e/ou até que ponto esse espírito de libertação inspirou as magníficas obras que chegara até nós? Confuso não?
Partiremos então da seguinte reflexão: Mozart teria sido um Homem que após sua morte foi reconhecido como Gênio? Ou foi simplesmente um Gênio que pagou o preço de ter que viver e morrer como um Homem de seu Tempo?
Joel Galmacci
Gerente da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - OSESP



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