Sabemos que povo egípcio antigo era muito avançado em diversas ciências como matemática, engenharia, astronomia e também em medicina.Os antigos egípcios não se limitavam ao uso de ervas e encantamentos, eles já estavam muito adiantados fazendo inclusive cirurgias intracranianas como podemos comprovar em sepultamentos de trabalhadores das pirâmides.
Uma boa evidência destes procedimentos pode ser encontrada no Papiro de Edwin Smith, datado da 16ª ou 17ª Dinastia, o papiro trás informações sobre cirurgias, diagnóstico, tratamento e prognóstico de diversas doenças.
O papiro ilustra 48 casos listados em ordem de órgãos como se fosse um manual de anatomia. Entre os tratamentos, temos sugestões de curas de infecções com uso de mel e sangramento com o uso de carne crua e ainda imobilização de membros como pernas e braços em casos de fraturas.
A maioria do papiro foi escrita por escriba, apenas alguns trechos foram escritos por um segundo escriba. O texto termina abruptamente, sugerindo de foi copiado de textos mais antigos e não concluído.
O papiro indica claramente o grande conhecimento dos egípcios antigos em medicina muito antes de Hipócrates.
O papiro recebeu este nome por causa de seu primeiro dono, um egiptólogo de Connecticut que o adquiriu em 1862 no Egito.
O papiro está dividido em 17 páginas e hoje se encontra na Biblioteca da Academia de Medicina de Nova York.
Se você achou o assunto interessante visite o site no link abaixo e veja algumas imagens escaneadas do original:
Olga Maria Dantas

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