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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

MEDICINA NO ANTIGO EGITO

Sabemos que povo egípcio antigo era muito avançado em diversas ciências como matemática, engenharia, astronomia e também em medicina.

Os antigos egípcios não se limitavam ao uso de ervas e encantamentos, eles já estavam muito adiantados fazendo inclusive cirurgias intracranianas como podemos comprovar em sepultamentos de trabalhadores das pirâmides.

Uma boa evidência destes procedimentos pode ser encontrada no Papiro de Edwin Smith, datado da 16ª ou 17ª Dinastia, o papiro trás informações sobre cirurgias, diagnóstico, tratamento e prognóstico de diversas doenças.

O papiro ilustra 48 casos listados em ordem de órgãos como se fosse um manual de anatomia. Entre os tratamentos, temos sugestões de curas de infecções com uso de mel e sangramento com o uso de carne crua e ainda imobilização de membros como pernas e braços em casos de fraturas.

A maioria do papiro foi escrita por escriba, apenas alguns trechos foram escritos por um segundo escriba. O texto termina abruptamente, sugerindo de foi copiado de textos mais antigos e não concluído.

O papiro indica claramente o grande conhecimento dos egípcios antigos em medicina muito antes de Hipócrates.

O papiro recebeu este nome por causa de seu primeiro dono, um egiptólogo de Connecticut que o adquiriu em 1862 no Egito.

O papiro está dividido em 17 páginas e hoje se encontra na Biblioteca da Academia de Medicina de Nova York.

Se você achou o assunto interessante visite o site no link abaixo e veja algumas imagens escaneadas do original:






Olga Maria Dantas
Presidente da Egiptologia Brasileira


www.egiptologiabrasileira.com.br


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

OS PILARES DA TERRA

A partir desta terça-feira, 03 de janeiro de 2012 às 22:25 horas, a TV Band irá apresentar o primeiro capítulo de 08 desta série criada especialmente para TV.



por Marina Jankauskas
 


Inglaterra, século 12. O ambicioso Tom Construtor tem um sonho: construir uma catedral majestosa, verdadeiro símbolo de adoração a Deus. Mas essa tarefa não será nada fácil, e o motivo para isso está longe de ser a falta de técnicas modernas ou tecnologias revolucionárias. A verdade é que, na Idade Média, uma (aparentemente) simples construção pode causar todo tipo de conflitos. E em uma época durante a qual alianças são como a neve, mudando de lugar de acordo com os ventos do poder, ser o estopim de intrigas políticas é perigo na certa.

TOM o Construtor








Assim começa Os Pilares da Terra, minissérie em oito capítulos baseada no best-seller de Ken Follett, que já vendeu mais de 14 milhões de exemplares. A partir desse ponto, o pedreiro passa a se ver envolvido com todo um mosaico de personagens e percebe que precisará de muito mais do que talento e argamassa para erguer o sonhado monumento. Como pano de fundo, a Inglaterra se vê mergulhada em contínuas guerras entre os possíveis sucessores do trono de Henrique I, que morreu sem deixar um herdeiro para comandar o país.

Personagens fortes, intrigas políticas e guerras sangrentas: esses são os ingredientes mais recorrentes nas superproduções épicas, sejam elas baseadas em fatos ou pura imaginação.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A JORNADA APÓS A MORTE NO ANTIGO EGITO

Já é de nosso conhecimento que os egípcios acreditavam na continuação da vida após a morte. Mas para que isso ocorresse o morto deveria fazer uma jornada nada fácil. Vencer diversos obstáculos fazia parte deste ritual elaborado.

Vamos entender um pouco melhor como isso ocorria:

Primeiramente o corpo era mumificado, este era um passo muito importante, pois os egípcios acreditavam que o “Ba” ou a alma deveria poder sair do corpo e retornar, mas somente se o corpo estivesse mumificado .

O morto ou sua família deviam previamente ter pagado a um sacerdote escriba para que providenciasse uma cópia do Livro dos Mortos, também conhecido como “Livro para sair a Luz do Dia”, este livro iria ajudar o morto durante sua jornada no pós vida.

O corpo mumificado era preparado para sua jornada no submundo pelos sacerdotes SEM. Eles eram especialmente encarregados de preparar a alma do morto através de rituais para a jornada que este deveria seguir.

Seu destino era os Campos Elíseos. Para isso a alma deveria cruzar as horas do Duat. Esta viagem era feita por barco e iniciava-se no Lago dos Juncos. Durante a travessia vários obstáculos aparecem no caminho do morto. Estes obstáculos são representados pelas 12 horas da noite. Dentre os obstáculos que o morto deve enfrentar está o Deus do Mal Apophis.

Ao cruzar diversos portões, serpentes perigosas também tentam atacar o espírito do morto, para isso o morto deverá saber seus nomes secretos, tanto dos deuses, como de seus guardiões para que possa cruzar estes portões e seguir para a próxima hora da jornada.
O Deus Rá ajuda na travessia do desfiladeiro. O morto também deve passar por um lago de água fervente, onde as almas errantes estão queimando.

A cada hora, novos obstáculos se apresentam, até que o morto chegue a Sala da Pesagem do Coração onde os Deuses Thoth, Maat, Osiris e Amint aguardam o julgamento da alma do morto.

Na cerimônia da pesagem do coração um escaravelho representando as ações do morto em vida é colocado na balança da verdade, a pena da Deusa Maat é colocada no prato oposto da balança. Se o prato se equilibrar a alma do morto pode seguir para os Campos Elíseos, caso contrário, a alma será devorada pelo Deus Ammint.

A alma, uma vez devorada, condena o morto a não existência, o maior temor dos Antigos Egípcios.

Nos Campos Elíseos o morto tem todos os prazeres que teria em vida: sua família, seus amigos, suas plantações e animais. Um pós vida de perfeição. 










Olga Maria Dantas
Presidente da Egiptologia Brasileira
HTTP://www.egiptologiabrasileira.com.br




domingo, 4 de dezembro de 2011

APRESENTAÇÃO TEATRAL: “HÉCUBA”

O espetáculo “Hécuba” é uma tragédia grega escrita em 424 a.C., pelo dramaturgo grego Eurípides, adaptado para uma linguagem contemporânea, pelo consagrado diretor brasileiro, Gabriel Villela.

Vem sendo apresentado no teatro “Vivo”, av. Dr. Chucri Zaidan, 860, Brooklin, fone 7420 1520 – sexta 21hs30; sábado 21hs00 e domingo 20hs.00 -
R$40,00 (sexta e domingo) e R$60,00 (sábado) – estacionamento com manobrista R$15,00 – até dia 18 de dezembro.

Assistir a este espetáculo é uma oportunidade única, pois nestes idos do séc. XXI poucos diretores e produtores se aventuram em encenar este autor.

 Walderez de Barros, atriz global, interpreta a personagem título, seguida por um elenco de garra, que não poupa esforços para passar ao público suas interpretações e reações emocionais, transmitindo assim uma visão, não só de um drama do séc. V a.C. nos dias de hoje, como perceber, que este drama pode estar acontecendo neste momento em qualquer parte do mundo, com personagens diferentes, mas com o mesmo teor de dramaticidade.

É inegável que, para assistir um drama como este é necessário um conhecimento prévio e básico do desenrolar da história, no caso a guerra de Tróia com os gregos.

Nas primitivas representações mímicas na Grécia Antiga, as máscaras eram dotadas de feições animais. Com Téspis, jovem ático, segundo a lenda o primeiro ator de teatro grego, este importante elemento cênico adquiriu traços humanos.

Com Ésquilo, a máscara recebeu novas cores, porém conservou apenas um ricto facial. Mais tarde, Fídias enriqueceu-a com variadas gamas de expressão.

Ésquilo, Sófocles e Eurípedes, tragediógrafos gregos enriqueceram a cena com inovações.

Nesta época, a montagem de todos os espetáculos teatrais cômicos ou trágicos, era incumbência de “córego”, homem poderoso e amante das artes, este não só financiava a encenação, como reunia os poetas, atores e artesãos necessários para tanto.

Hécuba, rainha de Tróia, mãe de vários filhos, vendo-os morrer um a um busca, através de apelos justos e sentimentais uma solução para resolver seus problemas e suas ansiedades...

Mulher de fibra, que de soberana passou a ser escrava e finalmente foi transformada pelos deuses em um cão, para continuar sua nova vida, transformação esta, sutilmente sugerida pelo latir e rosnar de um cão ao longe, no final do espetáculo.

O que o diretor Gabriel Villela fez com o original de Eurípedes foi uma transmutação, uma nova Hécuba, que manteve suas características originais, mas misturou-as a todas as culturas atuais, provando que o acontecido na antiguidade, acontece também nos dias de hoje - as disputas, as guerras, as dissidências... na maioria das vezes com resultados também desastrosos.

Não há quem não se emocione com sua dor de mãe e sua revolta pela perda da identidade nacional. Tróia derrotada, já não era mais a sua Tróia, mas ela a amava, talvez ainda mais.

Não se pode deixar de falar também dos vestuários, pois ao mesmo tempo, que eram individuais, se universalizaram, podendo assumir facetas de várias culturas diferentes, assim como os acessórios, máscaras, ornamentos, estandartes com máscaras de metal... Em tudo foi pensado, para ocupar bem o espaço no palco e enviar ao espectador uma mensagem simbólica. Hécuba deixa de ser apenas a heroína grega, para se transformar em todas as mulheres, de todas as culturas caldeadas, que mesmo de coração despedaçado ainda acham forças para derrotar o inimigo traidor.

Neste contexto pode-se dizer que o “córego” Gabriel Villela esteve brilhante em seu empenho de realização.

Para aqueles que têm preconceito frente à Arte Contemporânea, a reação ao espetáculo, poderá não ser agradável, pelo contrário será chocante e talvez ilógica.

Sugere-se ao espectador, que procure se envolver com a contemporaneidade das artes cênicas, visuais, musicais... entre outras, cujo grande objetivo é levá-lo a refletir sem preconceito sobre o que vê e ouve, pois estamos vivendo uma época de mudanças de pensamentos; de transformações tecnológicas e de diferentes maneiras de se ver o mundo...

A cidade de São Paulo, já é conhecida nacionalmente como “grande centro cultural da América Latina”, qualificativo realmente merecido, corroborado      nesta oportunidade em que estão acontecendo a exposição “Em Nome do Artista” no prédio da Bienal, no Ibirapuera e a peça “Hécuba” no teatro “Vivo”, no Brooklin, que marcam um momento especial, na apresentação e divulgação da Arte Contemporânea.















Antônio Santoro Júnior
Professor de Estética e História da Arte – Faculdade de Belas Artes, Museólogo e Crítico de Arte: APCA-ABCA-AICA

terça-feira, 22 de novembro de 2011

OS RITUAIS NOS TEMPLOS DO ANTIGO EGITO

Ramses II e sua esposa Nefertari participando do
Festival de Opet , XVIII Dinastia - Tebas
Como é de nosso conhecimento os Antigos Egípcios eram muito ligados ao oculto e a adoração de Deuses e Deusas que por muitas vezes representavam formas da natureza ou expressões da mesma.

Os templos eram mantidos por Sacerdotes. Pessoas especialmente treinadas nas chamadas “Escolas de Mistérios” e também instruídas em diversas áreas como escultura, pintura e escrita e outros.

Os rituais nos templos eram realizados de acordo com cada Deus. As evidências arqueológicas que nos restaram foram a do ritual realizado em honra ao Deus Amon que se realizava na cidade de Tébas, atual Lúxor.

O Deus era mantido longe dos olhos do público em geral, somente os sacerdotes e o faraó tinham acesso ao recinto sagrado do Deus.

Alguns manuscritos nos contam que para fazer parte destes rituais, os sacerdotes deveriam se banhar no lago sagrado, especialmente construído para este fim no interior dos templos. Seus corpos deviam estar livres de pelos, portanto todo o corpo era raspado, incluindo a cabeça e os mesmos usavam vestimentas brancas de linho puro.

Os rituais eram realizados pelo menos duas vezes por dia: ao amanhecer e ao entardecer, onde incensos eram acesos, tochas iluminavam o recinto com pouca luz e a estátua do Deus era então banhada e untada com óleos aromáticos especiais trazidos de terras distantes e preparados previamente de forma ritualística pelos sacerdotes.

Alguns sacerdotes eram também escribas, e ficavam encarregados de tomar notas de todo o ritual.

Havia ainda os sacerdotes cantores, aos quais eram dada a função de realizarem cânticos especiais para os rituais.

Os sacerdotes podiam casar-se, se bem que os Altos Sacerdotes geralmente não o faziam, dedicando-se somente aos trabalhos nos templos, porém não podiam manter relações sexuais nos dias em que fossem participar certos rituais específicos.

Além dos rituais feitos por sacerdotes existiam os rituais feitos por sacerdotisas para determinadas Deusas como Isis e Hathor.

Os rituais feitos pelas mulheres eram semelhantes, porém as mulheres não necessitavam depilarem-se totalmente, no entanto, estas não podiam participar de nenhum ritual quando estavam em seu período fértil.

Apenas uma vez ao ano era permitido que o povo visse o Deus. Isso ocorria durante o festival conhecido como Festival de Opet, no caso de Deus Amon, quando o Deus era transportado em uma barca sagrada pelo Rio Nilo para encontrar-se com sua esposa a Deusa Mut no templo de Karnak.

Muitos atributos dos antigos rituais egípcios permanecem vivos em Sociedades Secretas atuais, mantendo assim um legado importante da humanidade, criado há mais de 3.500 anos. 







Olga Maria Dantas
Presidente da Egiptologia Brasileira
http://www.egiptologiabrasileira.com.br

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Bienal celebra 60 anos com mostra de arte americana

EXPOSIÇÃO: “EM NOME DO ARTISTA”  (IN  THE  NAME OF  THE  ARTIST)

Exposição organizada pela Fundação Bienal de São Paulo, através do apoio do Museu Norueguês “ASTRUP FEARNLEY”, que cedeu parte de sua coleção de arte norte americana contemporânea para, aqui ser apresentada, em homenagem aos 60 anos da Bienal de São Paulo, que se comemora em 2011.
 A Exposição “Em Nome do Artista” transcorrerá no Espaço Bienal de São Paulo, no Parque Ibirapuera, portão 3, todos os dias exceto 2ªs.feiras, das 9 às 19hs e nas 5ª.feiras das 9 às 22 horas. Ingressos R$. 20,00 - grátis aos domingos para todos os visitantes. Período de 04.10 a 04.12.2011.

O público terá acesso a 219 obras de uma coleção particular de Oslo (Noruega), avaliada em 1,5 bilhão de dólares. Estão presentes obras de 51 artistas conhecidos por suas obras polêmicas que transitam entre a cultura e o mundo das celebridades. Nem todos os artistas são americanos, Damien Hirst, por exemplo, é britânico.

Entre os participantes recomendamos inicialmente os artistas: (1) Jeff Koons, (2) Cindy-Sherman, (3) Tom Sachs, (4) Felix Gonzalez–Torres, (5) Damien Hirst, seja pela polêmica que causam, pelo estranhamento, pelo ativismo político, pela utilização do Kitsch, pela arte conceitual...

Recomenda-se ainda começar a visita pelo andar superior e descer até o térreo onde se encontram as obras de Hirst: “Mãe e filho divididos”, “Adão e Eva”, “A morte de São Pedro”, além da série de remédios e doenças atuais... Assim como observar os diferentes tipos de matérias e suportes, para futuras discussões que possam surgir.




  





Antônio Santoro Júnior 
Professor de Estética e História da Arte - Faculdade de Belas Artes, Museólogo e Crítico de Arte: APCA-ABCA-AICA

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ANIMAIS SAGRADOS NO ANTIGO EGITO

Várias evidências arqueológicas nos provam que os animais tinham papel de muita importância no Egito Antigo. Eles eram considerados como sagrados e considerados como a encarnação dos deuses, e ao morrerem eram mumificados e reverenciados como qualquer ser humano.

Quando um animal tornava-se idoso, o mesmo era sacrificado aos deuses.

Um grande exemplo destes cultos são os imensos sarcófagos encontrados pelo arqueólogo Francês Auguste Marriette que foram construídos em honra dos touros Ápis.

Ápis era associado ao touro sagrado da cidade de Memfis e simbolizava a Lua.
Os touros Ápis não eram simples touros, eles eram escolhidos por possuírem marcas específicas em seus corpos que os ligavam aos deuses, em especial o Deus de Ptah, patrono da cidade de Memfis.

Os animais eram tão sagrados e importantes para os egípcios que eles eram lavados em banhos quentes e perfumados com ungüentos.

Outro animal particularmente sagrado era o gato, associado à deusa Bastet, protetora das crianças. Os gatos tinham tanto privilégio entre os egípcios antigos que se o gato de uma casa morria por qualquer motivo, os donos da casa raspavam suas sobrancelhas em sinal de luto.

Ainda falando de animais, os crocodilos também eram muito reverenciados no Egito Antigo e associados ao deus Sobek. Os crocodilos eram especialmente tratados na cidade de Edfu, onde ficavam em tanques especialmente construídos para eles e onde eram alimentados e tratados por sacerdotes de Sobek.

Mais um animal igualmente sagrado era o falcão, associado ao deus Hórus , filho de Isis e Osíris seu principal local de culto era a cidade de Hieracompolis, também conhecida como a cidade do falcão.

A ave Ibis era venerada em todo o Egito, e seu centro de culto era a cidade de Khemennu também conhecida como Hermópolis onde este pássaro era associado ao deus dos escribas, Thoth.

Porém, um dos animais dos quais os cultos são os mais antigos no Egito e foram associados aos deuses, era o urubu, associado à deusa Nekhebet. O culta a esta deusa remonta a períodos Pré-Dinásticos e um dos títulos dos antigos faraós era “ Senhor da cidade de Nekhbet”.

Concluímos assim a importância que os Antigos Egípcios davam à natureza, eles não só a observavam cuidadosamente como também a reverenciavam com grande respeito.








Olga Maria Dantas
Presidente
Egiptologia Brasileira
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